segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Acerte na escolha

 "Quem avança confiante na direção de seus sonhos e se empenha em viver a vida que imaginou para si, encontra um sucesso inesperado em seu dia-a-dia".

Henry D. Thoreau

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Estou aqui

Não sumi, não! Estou aqui de "Férias-prêmio". De "bobêra", também. Não vou viajar... Tenho lido jornais, revistas, ouvido os noticiários do rádio, ouço basicamente a rádio CBN, tenho visto TV, feito musculação e estou produzindo material didático para quando eu voltar à lida, se voltar.
Beijos.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Prazer e Frustração

É muito bom perceber o desenvolvimento social, emocional e intelectual dos alunos; talvez sejam esses os motivos que nos mantêm lecionando em situações adversas, por vezes penosas e extenuantes da sala-de-aula.
Conforme relato no post anterior, o último dia de aula do semestre letivo com meus alunos foi reservado para as comemorações dos aniversários de todos da turma, nascidos entre janeiro e julho, de seus respectivos anos.
Na semana que antecedeu o dia 15 de julho, organizamos a festa e distribuímos tarefas para cada um da turma. Todos (inclusive eu) se responsabilisaram por algo relativo a festa: enfeites, refrigerantes, copos, garfos, pratos e guardanapos, toalhas de mesa e velinhas, convites às outras professoras da turma e à direção/coordenação pedagógica da escola, som e CDs, bolos e salgadinhos; cartões com mensagens aos aniversariantes.
Tudo foi feito a tempo e a hora, sem nenhum furo, sem brigas, sem censura a esse ou aquele, sem correria, sem bagunça e com muita, muita alegria... São pré-adolescentes e adolescentes, é bom lembrar, portanto uma festa que durante mais de duas horas transcorre nessa paz toda é digna de admiração! Fiquei orgulhosa deles e de mim mesma.
Porém, tudo que é bom dura pouco e a vida tem lá seus percalços ou momentos ruins que precisam ser vivenciados tanto quanto os bons. Chegou o momento das despedidas e eu não quis que eles descobrissem, somente no dia 03 de agosto, que não voltaria para trabalhar com eles o restante do período letivo; como já disse em outro momento, vou entrar de "Férias-prêmio" de agosto a dezembro do ano em curso.
Preferi eu mesma dar essa notícia aos meus alunos para evitar mal-entendidos do tipo: "tá vendo, vocês fazem tanta bagunça que a professora não aguentou e nem voltou para dar aula pra vocês; tirou licença de tão cansada que tava, coitada! E outras "coisitas mas" muito comuns nas escolas, quando alguma explicação para determinado fato precisa ser dada, mas usa-se do expediente de culpar o aluno pela indisciplina reinante e vitimisar a professora de "plantão".
Fiz uma carta aberta a turma dizendo-lhes que não voltaria no segundo semestre, que entraria de "Férias-prêmio" e que esse é um benefício legal, concedido aos professores com mais de dez anos de efetivo exercício em sala-de-aula. Pedi-lhes que colaborassem com a professora que ficará no meu lugar, que continuassem responsáveis e estudiosos; que sentirei saudade deles e que contassem comigo, que mantivessem contato... (Deixei meu endereço eletrônico no quadro-giz).
A surpresa foi geral. No semblante de cada um pude perceber: surpresa, surpresa e tristeza, surpresa, tristeza e frustração e até indiferença. Também fiquei triste e estou frustrada por não continuar o trabalho que comecei. Mas, não tive saída.
Como pretendo encerrar a minha carreira de professora, não quero deixar para trás um benefício a que tenho direito. Caso eu não retorne ao trabalho em 2010, já terei gozado desse benefício e estarei livre para pedir exoneração ou tentar uma outra saída que espero surja nesse tempo de afastamento da sala-de-aula.
Vou estudar, nesse período, a possibilidade de fazer convergir meus conhecimentos em educação, adquiridos ao longo do meu fazer pedagógico, em algo que possa ser útil a mim e aos estudante/familiares, que necessitem de um suporte pedagógico fora do ambiente, escola formal.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Indo Embora

Estou indo embora. Amanhã será o último dia de aula da turma e o último contato meu com ela. Entro em recesso escolar e a partir do dia 03 de agosto, de Férias-prêmio. Originalmente essa modalidade de lincença remunerada é concedida ao professor municipal (não sei se o estadual e o federal, também) com mais de dez anos de efetivo exercício do magistério, para fins de estudo e/ou atualização.
Ainda não tenho definido o que fazer nestes seis meses que virão. Talvez estudar, talvez investir na produção de material didático, talvez passear, viajar, descansar e até mesmo pensar na possibilidade de deixar de vez o magistério...
Meus alunos ainda não sabem desses meus planos. Confesso sentir um certo constrangimento de interromper o meu trabalho na metade do ano letivo; porém sinto que devo fazê-lo agora. Não só porque me é permitido fazê-lo, mas também porque estou em dúvida se continuo ou não trabalhando como professora do ensino fundamental.
Amanhã, último dia letivo do 1º semestre, faremos uma festa para comemorar os aniversários dos alunos que nasceram entre janeiro e julho. Espero, então, contar a eles sobre minha decisão de não retornar para os trabalhos do 2º semestre letivo de 2009.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Alunos em fúria

Meus alunos ficaram enfurecidos, e com razão, por causa da mudança do horário da aula de Educação Física sem um aviso prévio. Eles amam essa aula e não abrem mão dela, nem por decreto.
A escola sabe disso e mesmo assim faz de conta que não sabe.
Então... São 9h20min, término do 2º recreio; conforme o combinado e já assimilado pela turma, toda segunda feira, após o recreio, todos permanecem no pátio e tem-se o início da tão esperada aula de Educação Física.
Eles nem esperam a professora chegar... Meninos jogam futebol e meninas jogam queimada. Times definidos de ambos os sexos e começam a jogar, pois não admitem perder um minuto sequer dessa aula.
Vai daí que, sem mais e sem menos, chega uma professora que não é a deles e lhes informa que aquele não era mais o horário da Educação Física da turma. Ah! Pra que... Não deixaram por menos. Cobraram e cobraram mesmo. Pediram explicações, permaneceram na quadra e, não convencidos de que a escola estava certa, mandaram palavrões pra todos os lados!
Tive que intervir e prometer que buscaria explicações mais convincentes da direção da escola para tal atitude. Também fiquei indignada e demonstrei para a direção minha insatisfação. Só assim consegui acalmar os ânimos e continuar um trabalho de literatura já em andamento. Lemos, coletivamente, um texto ótimo intitulado "Minhas Férias, parágrafo, vírgula e ponto final".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Economia de "palitos de fósforos"

Diz o dito popular : a "economia é a base da porcaria". Em tempos de escândalos e mais escândalos no Senado Federal por causa do mal uso do dinheiro público , saber da relação Senadores/funcionários da Câmara Alta do país 81 para 8.000... Uhum! Chega a doer só de pensar na economia que o poder público municipal anda fazendo na Educação atual.
Houve um tempo em BH que o cálculo do número de funcionários por escola (professores, coordenadores e auxiliares de serviço, por exemplo) era feito em função do número de turmas por turno.
Assim, se a escola tivesse até 16 turmas por turno teria o direito a ter em seu quadro de funcionários: um regente de classe para cada turma, dois professores para as aulas de Educação Física, dois professores para as aulas de Artes, um professor para aula de Literatura, dois professores, chamados eventuais, específicos para assumir as turmas dos professores faltosos do dia, um professor para ministrar as aulas de "Reforço Escolar" no contra turno, sendo possível mais de um, conforme a necessidade de cada escola, um orientador educacional, um supervisor pedagógico, o diretor e o vice, os funcionários da limpeza e da merenda escolar conforme o número de turmas da escola.
Cada escola contava ainda com outros serviços de apoio aos alunos tais como: gabinete dentário montado na escola para atender às necessidades primeiras dos alunos, bem como fazer o trabalho profilático em favor da saúde bucal deles; médico pediatra que fazia uma avaliação anual da saúde da meninada e encaminhava os casos mais graves para os tratamentos necessários, na rede hospitalar do município; serviço de acompanhamento psicológico, social e pedagógico aos professores, alunos e seus familiares. Esses profissionais se distribuíam em grupos e atendiam quinzenalmente às escolas municipais. Todos pertenciam ao quadro da educação municipal uns trabalhando diretamente em cada unidade escolar da Rede e outros atendendo a um grupo determinado de escolas, por região.
Mudanças ideológicas e partidárias na administração municipal determinaram a perda desses profissionais e da organização do quadro de funcionários por escola.
Em nome de "mais verbas para a educação, política sindical inclusive", tudo se perdeu... Da organização curricular à organização e autonomia das escolas para construir os seus "Projetos Políticos Pedagógicos".
Ah! Que saudade da Professora e Ex-secretária Municipal de Educação, Maria Lisboa.
Éramos felizes e não sabíamos.

domingo, 14 de junho de 2009

Conhecer o Brasil Via MPB

É sabido que música, ritmo, dança,movimento, conhecimento, novidade, prazer e pré-adolescência têm tudo a ver.
A meninada atual motiva-se facilmente por tudo o que vem configurado pela imagem, pelo som e pelo ritmo.
Pensando nisso, propus aos meus alunos estudarmos o Brasil, suas regiões e tudo o que os caracterizam, via MPB (Música popular brasileira).
A ideia é fazer o levantamento de letras musicadas que têm por temática o Brasil: seu povo, seus costumes, sua cultura, sua religiosidade, seus sofrimentos e seus sucessos, seus fracassos e suas glórias, ideologias e movimentos políticos; enfim, sentimentos do povo referenciados pelos autores das respectivas músicas/letras.
Estudar essas letras em sala e ao mesmo tempo cantar e dançar, conforme o ritmo de cada uma. Todos os ritmos e todas as letras são válidos; músicas do passado e músicas do presente; músicas de raiz e músicas representativas de cada tribo; não importa; o que conta mesmo é a temática: Brasil.
Portanto, os objetivos do trabalho são:
-caracterizar a vida político-social do país, via MPB;
-estudar a estrutura formal, rítmica e temática das letras musicadas disponíveis;
-aprender a cantar e a dançar as/os letras/ritmos estudados;
-apresentar em um festival de canto e de dança o resultado do estudo feito em sala de aula.
Estou ansiosa para dar início a esse trabalho. Penso que os alunos se envolverão muito com ele.
O futuro dirá!