No mês em curso tive a chance de fazer com minha turma três exclentes passeios: Museu de Ciências Naturais da PUC/MG, Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação de BH e Hospital Sara Kubsthcheck também na Capital Mineira.
Trata-se de um trabalho complementar aos estudos feitos em sala de aula e de inestimável valor.
Nos dois museus e no hospital tivemos um tratamento de primeira: monitores bem treinados e seguros; aulas ricas e práticas de temas tão variados quanto significativos dos estudos que vimos desenvolvendo em sala-de-aula.
Os alunos vibravam a cada descoberta, a cada apresentação dos objetos expostos.
No Sara, o tratamento foi o de choque. O tema da palestra "Prevenção de Acidentes" não poderia ser mais adequado a alunos de 11/12 anos, plenos de energia, vitalidade e falta de cuidado com o próprio corpo.
Por meio de um excelente material audio-visual , a palestrante apresentou aos alunos os dez principais eventos causadores de acidentes e lesões no cérebro e na coluna espinhal. Alternou explicações mais técnicas aos depoimentos dos pacientes do Sara, vítimas dos acidentes destacados na palestra.
Depoimentos fortes, graves, sinceros e convincentes.
Valeu! Recomendo.
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Inclusão
Toda escola pública e/ou particular, por força de Lei, não pode deixar de receber os alunos deficientes de qualquer natureza. Pelo que sei, o aluno com necessidades especiais da escola particular, participa normalmente das turmas regulares, mas conta com todo o suporte do qual necessita para participar eficazmente das aulas: fono, tradutor de libra ou braile, psicólogo, terapeuta, pediatra e o professor da turma, dentre outros aparatos necessários, ou melhor imprescindíveis ao bom desempenho pedagógico do aluno.
Na escola pública tal não acontece. Há dois anos contávamos com professores-estagiários que nos davam suporte, atendendo pessoalmente ao aluno deficiente. Isso nos dava tranquilidade para desenvolver o pedagógico desse aluno, pois sabíamos que o estagiário o atenderia particularmente, deixando-nos tranquilos para seguir com as orientações e atividades dos outros alunos.
No momento, nem esse suporte temos mais. Ou melhor, só contamos conosco mesmos.
Sou professora de uma aluna portadora da "Síndrome de Down". Ela tem 12 anos, faz parte do grupo desde os 6 anos de idade. Percebo que ela não interage com o grupo apesar da longa convivência. Mas, comporta-se em sala de aula como os colegas; já assimilou todo o ritual da rotina pedagógica de uma sala de aula: entrar em fila, encontrar o seu lugar, portar mochila com livros, cadernos, lápis e outros objetos; prestar atenção às orientações e explicações dadas; fazer trabalhos ora usando cadernos, ora textos xerocados, ora registros escritos dos assuntos abordados. Ela "faz" tudo como os outros, mas não demonstra nenhuma consciência do que faz. Seu registro é a partir de garatujas, não lê, não se interessa pelos assuntos discutidos em sala, não conversa com os colegas, no recreio permanece sempre isolada, mas sobe e desce, sem ajuda as escadas, vai até ao banheiro sozinha, reconhece todas as professoras e funcionários da escola pelos nomes, sabe o que fazem, qual é a função de cada um.
Não se interessa pelas histórias infantis contadas e/ou lidas em sala; gosta de dançar e de brincar de boneca. Identifica os nomes dos colegas, mas não os lê, ela reconhece boa parte desses nomes, porque as fichas foram personalisadas, ou seja, além do nome escrito em letra grande e cursiva, cada aluno fez um trabalho de "enfeitar" o próprio nome; assim ela os reconhece pelo visual colorido e pelo desenho diferente em cada ficha. Essa tarefa foi dada a ela por mim, num rasgo de luz, pois sentia-me e sinto-me angustiada por não conseguir fazer quase nada por ela, no aspecto pedagógico do ensino de conteúdo.
Minha escola será núcleo para o recebimento e o acompanhamento especializado e personalisado aos alunos portadores de deficiências, da região, porém fui informada de que o atendimento não se estenderá ao aluno com "Síndrome de Down". Explicaram-me, mas não entendi o por quê disso.
Enfim, seguiremos em frente, da melhor forma possível, porém conscientes de que "há algo de estranho na inclusão do aluno pobre às turmas regulares das escolas públicas".
Na escola pública tal não acontece. Há dois anos contávamos com professores-estagiários que nos davam suporte, atendendo pessoalmente ao aluno deficiente. Isso nos dava tranquilidade para desenvolver o pedagógico desse aluno, pois sabíamos que o estagiário o atenderia particularmente, deixando-nos tranquilos para seguir com as orientações e atividades dos outros alunos.
No momento, nem esse suporte temos mais. Ou melhor, só contamos conosco mesmos.
Sou professora de uma aluna portadora da "Síndrome de Down". Ela tem 12 anos, faz parte do grupo desde os 6 anos de idade. Percebo que ela não interage com o grupo apesar da longa convivência. Mas, comporta-se em sala de aula como os colegas; já assimilou todo o ritual da rotina pedagógica de uma sala de aula: entrar em fila, encontrar o seu lugar, portar mochila com livros, cadernos, lápis e outros objetos; prestar atenção às orientações e explicações dadas; fazer trabalhos ora usando cadernos, ora textos xerocados, ora registros escritos dos assuntos abordados. Ela "faz" tudo como os outros, mas não demonstra nenhuma consciência do que faz. Seu registro é a partir de garatujas, não lê, não se interessa pelos assuntos discutidos em sala, não conversa com os colegas, no recreio permanece sempre isolada, mas sobe e desce, sem ajuda as escadas, vai até ao banheiro sozinha, reconhece todas as professoras e funcionários da escola pelos nomes, sabe o que fazem, qual é a função de cada um.
Não se interessa pelas histórias infantis contadas e/ou lidas em sala; gosta de dançar e de brincar de boneca. Identifica os nomes dos colegas, mas não os lê, ela reconhece boa parte desses nomes, porque as fichas foram personalisadas, ou seja, além do nome escrito em letra grande e cursiva, cada aluno fez um trabalho de "enfeitar" o próprio nome; assim ela os reconhece pelo visual colorido e pelo desenho diferente em cada ficha. Essa tarefa foi dada a ela por mim, num rasgo de luz, pois sentia-me e sinto-me angustiada por não conseguir fazer quase nada por ela, no aspecto pedagógico do ensino de conteúdo.
Minha escola será núcleo para o recebimento e o acompanhamento especializado e personalisado aos alunos portadores de deficiências, da região, porém fui informada de que o atendimento não se estenderá ao aluno com "Síndrome de Down". Explicaram-me, mas não entendi o por quê disso.
Enfim, seguiremos em frente, da melhor forma possível, porém conscientes de que "há algo de estranho na inclusão do aluno pobre às turmas regulares das escolas públicas".
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Sumida
Não tenho postado ultimamente. Estou sem inspiração. Gosto de escrever quando algo mexe comigo, para o bem ou para o mau. Ando na rotina; nada de novo, por isso, sumi.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Autocontrole e desejo
Uma das tarefas mais difíceis de todo e qualquer professor é a de estabelecer com seus alunos uma convivência harmônica e favorável aos atos de estudar/aprender. Comumente vários e preciosos momentos, que deveriam estar canalizados para o estudo, são gastos no convencimento do outro (aluno) de que o estudo/aprendizagem requerem interesse, persistência, foco, atenção, trabalho, em suma, disciplina.
Não a disciplina do submisso, do conformado, do ingênuo, daquele que a tudo vê e ouve e a nada questiona, mas a disciplina daquele que sabe o que quer, sabe o que busca para a sua vida e compreende que parte dessa busca está agregada ao seu comportamento em relação ao esforço empregado nessa busca.
Há crianças de seis, sete anos que chegam à escola totalmente esclarecidas sobre o que vão encontrar ali. Quando lhes perguntamos, nos primeiros contatos, o que se faz em uma escola, respondem de pronto que é aprender a ler e a escrever. Outras, no entanto, rejeitam o papel de estudantes até às últimas consequências.
Deixam claro, já nos primeiros encontros com os professores e colegas de que estão ali, porque são obrigados pelas famílias e dizem literalmente: "estou aqui porque minha mãe me obriga"; "eu odeio estudar"; "minha mãe não estudou e ganha muito dinheiro, por que eu tenho que estudar? Esta foi uma afirmação e uma pergunta feitas a mim muito recentemente.
Estudar, conhecer melhor o mundo onde se vive; conhecer o funcionemento da sociedade; interessar-se pela origem do ser humano, do mundo, do universo... Enfim, nem sempre esses assuntos e/ou conteúdos escolares fazem parte do universo de interesse de boa parte dos alunos que frequentam as escolas.
Qualquer atividade proposta a esse tipo de aluno esbarra na armadura do seu interesse por elas. Se deixados a vontade, fazem da escola e/ou da sala de aula um lugar para a gritaria insana, para a correria sem limite e objetivo, para a agressão gratuita ao outro (colega, professor, funcionário) e para o não fazer nada além dessas atitudes citadas.
Não gostam de ler, ou melhor de estudar um texto na sua profundidade para extrair dele informação, conhecimento, ou o prazer da descoberta de um outro mundo, via leitura.
Geralmente esses alunos demonstram claramente que já estão satisfeitos com o fato de terem aprendido a decodificar um texto, pensam que ler é somente decifrar palavras. E, se rejeitam a leitura mais atenta e profunda de um texto, a escrita, então, vira um "Deus-nos-acuda"!
Para eles a escrita ortográfica inexiste, a legibilidade da letra e do texto nem pensar e refazer um exercício marcado pelas observações da professora, uma ofensa: "já fiz, pronto, prá que fazer de novo; num vô fazê, não"! "Faz você"! Fecham a cara, fitam a professora desafiadoramente, cruzam os braços e não refazem o trabalho de jeito nenhum.
Outros "esquecem" o material de uso em sala de aula, em casa. E quando é assim, ficam o tempo todo da aula sem o livro, sem o caderno, sem o lápis, sem nada... Perturbam a todos.
Os alunos motivados e interessados pelos estudos ficam prejudicados, porque a aula não rende, não sai do lugar e todos ao final de alguns momentos de "luta verbal" já estão completamente estressados e cansados da situação, que infelizmente se repete todos os dias, pelas salas de aula do país...
Não a disciplina do submisso, do conformado, do ingênuo, daquele que a tudo vê e ouve e a nada questiona, mas a disciplina daquele que sabe o que quer, sabe o que busca para a sua vida e compreende que parte dessa busca está agregada ao seu comportamento em relação ao esforço empregado nessa busca.
Há crianças de seis, sete anos que chegam à escola totalmente esclarecidas sobre o que vão encontrar ali. Quando lhes perguntamos, nos primeiros contatos, o que se faz em uma escola, respondem de pronto que é aprender a ler e a escrever. Outras, no entanto, rejeitam o papel de estudantes até às últimas consequências.
Deixam claro, já nos primeiros encontros com os professores e colegas de que estão ali, porque são obrigados pelas famílias e dizem literalmente: "estou aqui porque minha mãe me obriga"; "eu odeio estudar"; "minha mãe não estudou e ganha muito dinheiro, por que eu tenho que estudar? Esta foi uma afirmação e uma pergunta feitas a mim muito recentemente.
Estudar, conhecer melhor o mundo onde se vive; conhecer o funcionemento da sociedade; interessar-se pela origem do ser humano, do mundo, do universo... Enfim, nem sempre esses assuntos e/ou conteúdos escolares fazem parte do universo de interesse de boa parte dos alunos que frequentam as escolas.
Qualquer atividade proposta a esse tipo de aluno esbarra na armadura do seu interesse por elas. Se deixados a vontade, fazem da escola e/ou da sala de aula um lugar para a gritaria insana, para a correria sem limite e objetivo, para a agressão gratuita ao outro (colega, professor, funcionário) e para o não fazer nada além dessas atitudes citadas.
Não gostam de ler, ou melhor de estudar um texto na sua profundidade para extrair dele informação, conhecimento, ou o prazer da descoberta de um outro mundo, via leitura.
Geralmente esses alunos demonstram claramente que já estão satisfeitos com o fato de terem aprendido a decodificar um texto, pensam que ler é somente decifrar palavras. E, se rejeitam a leitura mais atenta e profunda de um texto, a escrita, então, vira um "Deus-nos-acuda"!
Para eles a escrita ortográfica inexiste, a legibilidade da letra e do texto nem pensar e refazer um exercício marcado pelas observações da professora, uma ofensa: "já fiz, pronto, prá que fazer de novo; num vô fazê, não"! "Faz você"! Fecham a cara, fitam a professora desafiadoramente, cruzam os braços e não refazem o trabalho de jeito nenhum.
Outros "esquecem" o material de uso em sala de aula, em casa. E quando é assim, ficam o tempo todo da aula sem o livro, sem o caderno, sem o lápis, sem nada... Perturbam a todos.
Os alunos motivados e interessados pelos estudos ficam prejudicados, porque a aula não rende, não sai do lugar e todos ao final de alguns momentos de "luta verbal" já estão completamente estressados e cansados da situação, que infelizmente se repete todos os dias, pelas salas de aula do país...
domingo, 14 de março de 2010
Tempo de Persistir
Como o agricultor que prepara a terra para receber a semente, sigo o plano de preparar os alunos para aprendizagens mais sólidas e consistentes. Estabelecida a rotina pedagógica; sabedora da capacidade da turma para novas aprendizagens, agora é seguir em frente.
Metas estabelecidas, objetivos definidos, recursos pedagógicos à disposição, o momento é o de ser persistente, acreditar no planejamento feito e executá-lo.
Dito assim, parece simples e fácil, mas não é.
Sala de aula é sempre sala de aula e lidar com gente um enigma constante.
Por mais que se organize o trabalho, por mais que se controle todas as variáveis, o momento da execução de um planejamento é imprevisível. O plano "B" precisa estar à mão caso não se queira perder o controle da situação. O tempo em sala de aula é escorregadio, traiçoeiro e quando pensamos tê-lo sob controle ele nos escapa.
Penso nas aulas que vou desenvolver com minha turma com antecedência; chego mais cedo e organizo tudo: das carteiras ao material a ser utilizado naquele dia para aquela situação já esquematizada, mas ora é um aluno que não está atento, ora outro que conversa com o colega do lado, ora é aquele que se levanta, pois precisa ir ao banheiro. E aquela menininha lá do fundo que de repente que faz uma pergunta "nada a ver" com o assunto do momento da aula?!
Há também as interferências de fora: o recado que precisa ser dado; a mãe que quer ser recebida porque não pode participar da reunião e não entende que a professora não pode dar-lhe atenção naquele momento, pois está desenvolvendo um trabalho com os alunos, ufa! Um sufoco. A sensação, ao final de quatro horas e meia de trabalho é a de ter sido atropelada por uma jamanta.
Saio exausta da sala de aula, todos os dias, e frequentemente frustrada por não ter cumprido nem a metade do que pretendera para aquele dia.
Dizem os teóricos de que temos que ser resilientes; passar por todas as pressões e retornar à calma, ao ponto de partida, ao que foi planejado. Persistir parece ser o nosso verbo motor.
Metas estabelecidas, objetivos definidos, recursos pedagógicos à disposição, o momento é o de ser persistente, acreditar no planejamento feito e executá-lo.
Dito assim, parece simples e fácil, mas não é.
Sala de aula é sempre sala de aula e lidar com gente um enigma constante.
Por mais que se organize o trabalho, por mais que se controle todas as variáveis, o momento da execução de um planejamento é imprevisível. O plano "B" precisa estar à mão caso não se queira perder o controle da situação. O tempo em sala de aula é escorregadio, traiçoeiro e quando pensamos tê-lo sob controle ele nos escapa.
Penso nas aulas que vou desenvolver com minha turma com antecedência; chego mais cedo e organizo tudo: das carteiras ao material a ser utilizado naquele dia para aquela situação já esquematizada, mas ora é um aluno que não está atento, ora outro que conversa com o colega do lado, ora é aquele que se levanta, pois precisa ir ao banheiro. E aquela menininha lá do fundo que de repente que faz uma pergunta "nada a ver" com o assunto do momento da aula?!
Há também as interferências de fora: o recado que precisa ser dado; a mãe que quer ser recebida porque não pode participar da reunião e não entende que a professora não pode dar-lhe atenção naquele momento, pois está desenvolvendo um trabalho com os alunos, ufa! Um sufoco. A sensação, ao final de quatro horas e meia de trabalho é a de ter sido atropelada por uma jamanta.
Saio exausta da sala de aula, todos os dias, e frequentemente frustrada por não ter cumprido nem a metade do que pretendera para aquele dia.
Dizem os teóricos de que temos que ser resilientes; passar por todas as pressões e retornar à calma, ao ponto de partida, ao que foi planejado. Persistir parece ser o nosso verbo motor.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Sentimento Confuso
Não sei o que se passa comigo, mas não estou feliz e nem me sinto segura com o trabalho que venho desenvolvendo neste início de ano letivo.
Estou ainda na fase do conhecimento dos meus novos alunos, mas sinto neles uma espécie de rejeição a mim. Desde o dia dois de fevereiro estamos juntos, já fiz várias tentivas e propostas de organização dos trabalhos tanto dos pedagógicos quanto os relativos a organização da rotina em sala de aula e ainda não me sinto satisfeita.
O "olho no olho" ainda não aconteceu, as atividades não fluem, já estou "batendo de frente" com alguns alunos e tudo o que proponho em sala não está sendo levado a sério, é como se não fosse prá valer.
Uma das questões que emperram uma sala de aula é o "entra-e-sai" de alunos para a ida ao banheiro e/ou sair para tomar água.
Como sempre, os alunos mais maduros e responsáveis assimilam logo de início as regras de organização desses fatos e usam-nas com propriedade e conforme o combinado. Porém, aqueles mais imaturos demandam tanto do professor quanto da turma, mais paciência e tempo para que também eles passem a colaborar com a rotina do dia -a- dia em sala de aula.
Essa organização se faz tremendamente necessária em função do que se pretente alcançar quanto ao rendimento pedagógico da turma, mas nem todos colaboram e/ou compreendem e, com isso, o contato diário com esses alunos, torna-se penoso não só para os professores da turma, mas também para os alunos que levam os estudos a sério.
Sinto-me já sem paciência para com os alunos que demandam mais tempo e mais atenção.
Será que é a minha idade que está pesando? O que fazer? Como lidar com os alunos rebeldes? O que fazer para que estes não monopolizem a atenção da professora e interfiram negativamente no comportamento da turma de um modo geral?
Estou ainda na fase do conhecimento dos meus novos alunos, mas sinto neles uma espécie de rejeição a mim. Desde o dia dois de fevereiro estamos juntos, já fiz várias tentivas e propostas de organização dos trabalhos tanto dos pedagógicos quanto os relativos a organização da rotina em sala de aula e ainda não me sinto satisfeita.
O "olho no olho" ainda não aconteceu, as atividades não fluem, já estou "batendo de frente" com alguns alunos e tudo o que proponho em sala não está sendo levado a sério, é como se não fosse prá valer.
Uma das questões que emperram uma sala de aula é o "entra-e-sai" de alunos para a ida ao banheiro e/ou sair para tomar água.
Como sempre, os alunos mais maduros e responsáveis assimilam logo de início as regras de organização desses fatos e usam-nas com propriedade e conforme o combinado. Porém, aqueles mais imaturos demandam tanto do professor quanto da turma, mais paciência e tempo para que também eles passem a colaborar com a rotina do dia -a- dia em sala de aula.
Essa organização se faz tremendamente necessária em função do que se pretente alcançar quanto ao rendimento pedagógico da turma, mas nem todos colaboram e/ou compreendem e, com isso, o contato diário com esses alunos, torna-se penoso não só para os professores da turma, mas também para os alunos que levam os estudos a sério.
Sinto-me já sem paciência para com os alunos que demandam mais tempo e mais atenção.
Será que é a minha idade que está pesando? O que fazer? Como lidar com os alunos rebeldes? O que fazer para que estes não monopolizem a atenção da professora e interfiram negativamente no comportamento da turma de um modo geral?
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O Retorno
Retornei a escola depois de seis meses de "Férias-prêmio".
Nada mudou! Aliás, achei a escola mais detonada ainda do que no ano de 2009.
A porta da minha sala de aula está com a fechadura arrombada, as cortinas das três janelas estão despencando e por isso há reflexos de luz no quadro dificultando o registro das atividades pelos alunos; dois armários de aço e dois escaninhos entulham a sala. No espaço que sobra mal cabem as vinte e oito cadeiras e mesinhas dos alunos e a mesa da professora. Não tenho, com isso, a opção de trabalhar em círculo, com os alunos. Resta-me, então, dispor as carteiras em dupla, ou em grupos de quatro. Quando preciso que os alunos trabalhem individualmente e/ou nos momentos de avaliação, passo o maior sufoco para conseguir enfileirar as carteiras e nos dias de trabalho em grupo, não posso usar o quadro de giz, porque um deles tem que ficar embaixo do quadro, na falta de outro espaço.
Os livros didáticos, no seu terceiro ano de uso, (temos que usá-los por quatro anos consecutivos) estão um molambo, aqueles que foram devolvidos pelos alunos do ano passado... A maior parte dos livros (vinte e oito ao todo) só Deus sabe por onde andam.
Nesse contexto, encerro hoje minha primeira semana com a turma de 2010. Fizemos trabalhos de reconhecimento do terreno: apresentações mútuas, socialização das identidades tanto dos alunos quanto da professora, leitura de texto para observação das habilidades já adquiridas por eles; fizemos também algumas atividades de Matemática, Números Naturais: representação, ideia de conjunto e conceitos de cardinalidade aplicados em uma série de exercícios.
De um modo geral, parece que a turma está pronta e sem maiores problemas para fazer os estudos referentes ao sexto ano de escolarização.
Estou com boa expectativa.
Nada mudou! Aliás, achei a escola mais detonada ainda do que no ano de 2009.
A porta da minha sala de aula está com a fechadura arrombada, as cortinas das três janelas estão despencando e por isso há reflexos de luz no quadro dificultando o registro das atividades pelos alunos; dois armários de aço e dois escaninhos entulham a sala. No espaço que sobra mal cabem as vinte e oito cadeiras e mesinhas dos alunos e a mesa da professora. Não tenho, com isso, a opção de trabalhar em círculo, com os alunos. Resta-me, então, dispor as carteiras em dupla, ou em grupos de quatro. Quando preciso que os alunos trabalhem individualmente e/ou nos momentos de avaliação, passo o maior sufoco para conseguir enfileirar as carteiras e nos dias de trabalho em grupo, não posso usar o quadro de giz, porque um deles tem que ficar embaixo do quadro, na falta de outro espaço.
Os livros didáticos, no seu terceiro ano de uso, (temos que usá-los por quatro anos consecutivos) estão um molambo, aqueles que foram devolvidos pelos alunos do ano passado... A maior parte dos livros (vinte e oito ao todo) só Deus sabe por onde andam.
Nesse contexto, encerro hoje minha primeira semana com a turma de 2010. Fizemos trabalhos de reconhecimento do terreno: apresentações mútuas, socialização das identidades tanto dos alunos quanto da professora, leitura de texto para observação das habilidades já adquiridas por eles; fizemos também algumas atividades de Matemática, Números Naturais: representação, ideia de conjunto e conceitos de cardinalidade aplicados em uma série de exercícios.
De um modo geral, parece que a turma está pronta e sem maiores problemas para fazer os estudos referentes ao sexto ano de escolarização.
Estou com boa expectativa.
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