quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Estudo de Texto na Formação de Professores

Texto Educar em Comunidade de Rafael Yus

Educar em Comunidade

Ênfase na educação holística. O holismo é uma teoria que considera a interação entre os elementos do universo; segundo essa teoria "a soma das partes é maior do que as partes que o formam.
Na sala de aula essa ideia resulta numa aprendizagem cooperativa e implica na teoria do controle, o acompanhamento do desenvolvimento humano; o que acontece dentro de cada um em interação com o outro; implica na aprendizagem em grupo; implica na cooperação em sala de aula; implica na comunidade de aprendizagem que é igual a comunidade ecológica: estudos responsáveis, experiências pessoais adaptadas ao aprender mais, envolvimento com os estudos no grupo, aprendizado significativo e aplicável à vida.
As escolas acolhedoras encontram-se em um nível mais amplo do que o da sala de aula.

Alfabetização Social
Princípios:
  • mundo amável;
  • pessoas criam o seu próprio mundo;
  • evolução da concepção ingênua do mundo à percepção crítica dos fenômenos sociais;
  • aquisição e uso de estratégias na resolução dos problemas.
A Alfabetização Social Implica em:
  • amor ao outro ;
  • humildade no trato com os fenômenos sociais e individuais;
  • fé no outro, no conhecimento e na força do trabalho consciente;
  • verdade nos posicionamentos sociais e individuais;
  • esperança nas propostas e nos propósitos a serem alcançados;
  • pensamento crítico em relação aos atores sociais com os quais nos relacionamos e com o ser que nós somos e nossas condições reais de enfrentar esse ou aquele problema.
O Último Dia de Formação

Para mim se deu no dia 05/11/09, isto porque não pude estar presente nas atividades do dia 06/11.

Pauta:
  • Roda de Conversa
  • Conversa sobre os textos lidos
  • Apresentação do caderno de metodologia das Tele aulas
  • Período de integração - modelos de atividades
  • Trabalho com a "Língua Portuguesa" - uma das aulas a serem dadas
  • Avaliação
Adorei participar desse evento. Ainda não sei se atuarei como professora do "Projeto de Aceleração de Estudos", mas só pela "Formação de Professores" já valeu.
Sucesso a todos e a todas!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Colunas de Sustentação da Tele sala

Coordenar
Avaliar
Socializar
Sintelizar
Esses são os princípios das tele aulas.
A turma se divide nessas quatro equipes: coordenação; socialização; síntese e avaliação. O trabalho de montagem das equipes pode ser iniciado a partir do estudo dos significados dos nomes de cada uma das quatro ações, eixos do funcionamento de um trabalho integrado professor/aluno, sendo o aluno, sujeito do processo ensino/aprendizagem.
O conceito de tele sala é simples, pois em qualquer lugar onde houver alunos, lá estarão os equipamentos e os recursos audio visuais que darão suporte para que as aulas aconteçam.
Portanto, é a organização da turma em equipes de trabalho que dará condição dos alunos agirem e se tornarem os condutores da própria aprendizagem.
Isto, porque, a Coordenação tem por função básica, a organização dos trabalhos da turma. A Avaliação, avalia o processo e corrige os rumos sempre que necessário. A Síntese se encarrega do registro das atividades da turma e a Integração, socializa e promove a união do grupo.
É de praxe que todos os alunos da turma, de tempo em tempo, troca de equipe, para vivenciar e adquirir as habilidades inerentes a cada uma das quatro funções. O melhor momento do rodízio será indicado pelo grupo. No primeiro módulo, principalmente, as equipes trabalharão todos os dias, cumprindo, cada uma, as tarefas inerentes à sua equipe.
Palavras geradoras de ações ou atribuições para as equipes: abstração, ação, afetividade, alternativas, alegria, valorização, superação, criatividade, cooperação, crescimento, gerência, compreensão, agilidade, humildade, comunicação, iniciativa, expressão, sensibilidade, tolerância, entusiasmo, objetividade, discernimento, parceria, responsabilidade, respeito, coerência, pertencimento, honestidade, planejamento, memória, participação,resultados,organização, clareza, dentre outras.
Integração das equipes
Ações:
- Agenda do dia
- Solução de problemas
-Organização dos grupos de trabalho
- Administração do ambiente
- Administração do tempo para cada atividade.
Reservar de quinze a vinte minutos ao final de cada aula, para que as equipes se articulem, para os trabalhos do dia seguinte.

(Por hoje é só.)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Mais um dia de formação...

No dia quatro de novembro de 2009, iniciamos os trabalhos conforme fora estipulado no dia anterior:
  • Atividade integradora - dinâmica do barbante.
Material
1 pedaço pequeno de barbante.
Na roda, fomos orientados pela professora,  a fazer três nós, não superpostos, no barbante, usando a mão mais habilidosa e sem a ajuda de nenhum dos colegas de grupo.
Objetivo
Perceber que todos são capazes de fazer algo solicitado, porém cada um tem o seu próprio tempo e jeito de fazê-lo.
  • Acolhida
  • Palestra - Trabalho com a imagem - desenhista e cartunista Caulos
  • Trabalho das equipes - fundamentação da metodologia
  • Avaliação dos trabalhos do dia.
Palestra do Catunista Caulos
Linguagem das Imagens
A palavra e a imagem.
Disse o cartunista, desenhar é uma forma de escrever e o desenho deve ser lido. Todo bom desenhista, se praticar, pode escrever bem. Ver um desenho é ler. O desenho é a mais abstrata das artes; é uma inversão intelectual. O cartaz é uma convenção intelectual.
Ex. Fez o desenho de um sol e o desenho de uma montanha.
Comparando desenho e fotografia, disse que o fotógrafo é celetista, mas não inventa o que vê, enquanto que o desenhista...
A Linguagem Narrativa do Desenho
A História em Quadrinho chegou ao Brasil nos anos 30.
A linguagem do Gibi é toda ela inventada, convencionada.
Com o advento do computador, afirma Caulos, corre-se o risco de se perder a linguagem convencional da HQ.
O desenho traz a cumplicidade do espectador de aceitar a história que está sendo contada.
Falando da linguagem do cinema, disse que o cinema inicial era mudo e a narrativa era visual. Todos entendiam a história apenas observando a sequência das cenas mostradas.
O cinema atual, por ser falado, perdeu a magia da leitura visual das cenas.
Os bons diretores de cinema, afirmou, não se esquecem de que o cinema é uma imagem em movimento.
Sugeriu-nos e recomendou a leitura do livro de desenhos do JB de 1970.
Sobre o Cartum, disse que ele tem uma linguagem muito rica, porque é mais abstrata do que a linguagem da Charge. Esta é mais objetiva e datada.
A respeito de cultura e de tecnologia disse que a cultura é para sempre e a tecnologia se atualiza sempre.
Humor é diferente de engraçado. O humor pressupõe inteligência e informação.
Sugeriu a leitura do livro "Só Dói Quando eu Respiro" - Caulos do JB. Continuando sua explanação, Caulos disse que o desenho só tem valor na interatividade. No humor, existe algo fundamental que é tempo.
A Charge pressupõe uma leitura mais precisa, mais específica e, por isso, se torna menos artística, menos idealizada.
Até mais.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Evolução do Conceito de Avaliação

Conforme o prometido, retomo a síntese do curso de formação de professores promovido pela PBH/FRM.
Durante os quatro dias de formação dos professores da RME/PBH, participantes do "Projeto Aceleração de Estudos, parceria com a "Fundação Roberto Marinho", os professores representantes da Fundação seguiram para a nossa formação, a mesma metodologia para a qual estamos sendo formados, ou seja, já estamos vivenciando o que deveremos aplicar futuramente.
Sendo assim, iniciamos cada dia de formação a partir da exposição do roteiro de trabalhos do dia:
  • Acolhida
  • Roda de Conversa: pácto de convivência
  • Reflexão sobre o eixo temático do dia
  • Trabalho com as equipes: reflexão e construção das mesmas
  • Palestra sobre Avaliação
  • Roda para a avaliação dos trabalhos do dia
  • Dez minutos finais de organização das equipes para os trabalhos do dia seguinte.
A palestra sobre Avaliação foi proferida pela professora Tereza Penafirme, Doutora em Avaliação.
Entremeou sua palestra, dando-lhe, com isso, um caráter bastante informal, de casos pessoais e, entre um caso e outro, a professora fundamentava teoricamente o ato de AVALIAR.
Sendo assim, a professora destacou, dentre outros, os seguintes aspectos referentes a avaliação:
  1. Evolução do Conceito de Avaliação
          Primeira geração, início do século XX
          Avaliar = Medir.
          Foi o tempo da Mensuração.
         
         Segunda geração: anos 30/40/50
          Avaliar = Descrever.
         Os objetivos da aprendizagem foram alcançados?
         Foram tempos das avaliações: Diagnósticas - Formativas - Somativas.
         
         Terceira geração: anos 60/70/80/90
         Avaliar = Julgar.
         _O que é um bom aluno?
        
         Quarta geração: anos atuais
          Avaliar = Negociar.
         _O que é um aluno excelente?
         _Quais são os critérios para se estabelecer essa excelência?
         _Quem os estabeleceram?

O resultado disso tudo é que lidamos hoje com as seguintes questões:
  • Mérito
  • Relevância
  • Negociação
  • STAKEHOLDERS - INTERESSADOS
A saber: funcionou bem; quais foram os recursos utilizados;como foi quanto a relevância; qual foi o impacto causado; como os alunos sairão do curso?

Mudança de Paradigma na Avaliação

Evento X Processo
Medo X Coragem
Boletim de Notas X  Registro de Anotações
Autoritarismo X  Participação
Secreta X Transparente
Arbitrária X Criteriosa

Metas de Avaliação
Verifica até que ponto uma avaliação é:
1- Útil em guiar decisões.
2- Prática na condução.
3- Ética em lidar com pessoas e organizações.
4- Tecnicamente confiável.

Padrões Universais da Avaliação
  • Utilidade
  • Viabilidade
  • Ética
  • Precisão
  • Escala conceitual de 1 a 5 tem-se:
5 para 10
4 para 9
3 para 8
2 para 7
1 para 6

REFLEXÕES SOBRE O  AVALIAR, HOJE.

O elogio se faz em voz alta.
A crítica se faz em voz baixa para que o outro não se sinta humilhado.
Os instrumentos de avaliação têm que ser precisos.
Há que ter bom senso, sempre.
A sensibilidade humana no ato de avaliar é imprescindível

Continuaremos amanhã.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Projeto Acelaração de Estudos/Síntese da Formação

O primeiro encontro da "Formação de Professores" da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte se deu nos dias três, quatro, cinco e seis de novembro de 2009.
Minha turma teve como professores representantes da "Fundação Roberto Marinho", as educadoras: Prf.ª Nair e a Prf.ª Juliana.
O primeiro momento foi denominado
"Acolhida".
Professores em círculo.
Objetivo:
-nivelar conhecimentos, visto que,  ninguém é dono da verdade;
-apresentação inicial dos professores e dos participantes;
-socializar a identidade de todos.
Procedimentos no círculo, mediados pela professora Nadir;
- um passo à esquerda e ocupar o lugar do colega à esquerda - eu e o outro;
- um passo à direita e ocupar o lugar do colega à direita - eu e o outro;
- volta ao espaço inicial de cada um - eu comigo mesmo;
- um passo ao centro -  os trabalhos em grupo evoluem;
- um passo atrás e retorno ao ponto de partida - todo trabalho é passível de avaliação e de retomada de propósitos.
Professores em pequenos grupos;
- socializar as identidades;
- construir crachás;
- incluir no crachá, além do próprio nome, palavras com quais cada um se identifica;
- elaborar, a partir daí, o perfil do grupo.
- socializar, no grupão, os perfís levantados para cada grupo;
- perceber a diversidade de pensamento e de cultura de cada elemento do grupo.
- levantar as expectativas do grupo em relação à Formação a ser realizada.
MOMENTO COM O ALUNO
1- Trabalhar a identidade do aluno.
2- Metodologia do telecurso: recriar, refazer sem perder as características.
    Os alunos serão convidados a participar de todo o processo, serão os sujeitos de suas aprendizagens.
3- Valorizar as produções dos alunos, expondo-as, sempre, nas paredes da sala de aula.
Primeiro Módulo: Língua Portuguesa e Ciências.
Segundo Módulo:
Terceiro Módulo:
METODOLOGIA
1- Período de Integração
    Antecede o trabalho com as disciplinas
  • Socializar as identidades.
  • Elaborar pactos de convivência.
  • Elaborar pactos didáticos.
  • Organizar a turma em Equipes de Trabalho.
2- Levantamneto:
     . das expectaticvas dos alunos quanto ao projeto;
     . das experiências e vivências de cada um deles;
     . das ações necessárias ao desenvolvimento das propostas levantadas.
Obs. As propostas levantadas com os alunos quanto aos pactos comportamentais e pedagógicos devem ser entregues aos alunos, por escrito, no segundo dia de aula ou encontro.
         Sempre que necessário retomar com o aluno, ou com o grupo, os pactos estabelecidos.
         Avaliar, sempre, o processo de ensino/ aprendizagem, com o aluno e com o grupo.
         Fazer o registro diário da frequência do aluno.
         Ausência do aluno às aulas, somente com justificação.
3- Proposta Pedagógica
    Elemento gerador: o ser humano; aluno e professor.
    Educação voltada para o desenvolvimento do ser.
    O aluno é o foco de interesse da proposta.
4- Procedimentos
    - O que utilizar para que essa educação aconteça?
    - E para que ele se perceba cidadão do mundo e no mundo?
Primeiro Módulo - Quem sou eu?
-Ser biológico.
-Ser social.
-Ser histórico.
-Ser contemporâneo.
Proposta
- Dinâmicas de grupo
Ex. Mandala - recurso.
.Espalhar gravuras pelo chão.
.Observação das gravuras pelo grupo.
.Perceber a identificação de cada um por esta ou aquela gravura.
.Leitura de imagens a partir da gravura escolhida.
.Fragmentos de textos para serem relacionados, por semelhança ou por antagonismo, às gravuras escolhidas.
Reflexão
Somos seres de linguagens: verbais, não verbais, comportamentais e expressivas.
Por hoje é só. Continuaremos amanhã.
   
    

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

De volta ao começo

Dia primeiro de fevereiro de 2.010 estarei novamente atuando profissionalmente. Fiquei durante seis meses em casa, gozando um período de férias-prêmio e retorno ao meu trabalho em fevereiro.
Estou preocupada, mas ao mesmo tempo desejando esse retorno. Quero conhecer,desde já, meus novos alunos. Pretendo fazer um excelente trabalho com eles; quero inovar, fazer diferente.
Penso estimulá-los a participar ativamente das aulas e buscar, a partir das necessidades deles, os melhores projetos de estudo para o ano de 2.010.
Vamos lá!
Em tempo: Ainda não defini se vou atuar no "Projeto Aceleração de Estudos", parceria da PBH com a "Fundação Roberto Marinho".
Tudo está dependendo de eu conseguir organizar uma turma de pais dos alunos da escola que não terminaram o ensino fundamental. Caso consiga, então trabalharei com eles à noite e pela manhã com meus alunos do ensino matutino, meu turno de lotação na Escola.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Projeto Aceleração de Estudos II

Ainda não consegui me encaixar no Projeto Aceleração de Estudos da PBH/FRM.
O que competia à Fundação Roberto Marinho, 1ª etapa, já foi realizado dentro do programado, mas a parte da Prefeitura de Belo Horizonte (SMED) ainda está capengando, principalmente na organização das turmas do projeto.
Os alunos estão sendo convocados, para que se organizem em turmas de no mínimo 20 e no máximo 35 alunos.
Até onde sei, 90 turmas já estão funcionando e fazendo a etapa chamada de "Integração", para, em fevereiro, iniciarem-se as teleaulas, ou seja, os estudos propriamente ditos.
Enquanto isso, alunos continuam sendo convocados... Soube de professores percorrendo, pessoalmente as comunidades, para listarem seus alunos!
Não consigo entender o por quê desses alunos não serem convocados diretamente pela Prefeitura,via Televisão, propaganda no rádio ou algo similar.Por que recorrer a carta e/ou lista feita de porta-em-porta, em pleno século XXI?!
Pudores ideológicos? Será?!
A Prefeitura Socialista tem vergonha de assumir abertamente a parceria que fez com a iniciativa privada, no campo da Educação? Será que é porque está associada a um Projeto que deu certo e que não surgiu da cabeça dos grandes pensadores progressistas de plantão no ensino público?
Será que é por isso que tudo vem sendo feito sem muita divulgação?!
Se for, pobres dos alunos, público-alvo da iniciativa. Talvez percam a oportunidade de resolver de vez  o problema que têm da não completude do ensino fundamental, o que lhes impede  prosseguir nos estudos, fazer um curso técnico-profissionalizante, ou mesmo o ensino médio e o superior. E tudo isso, por falta de informação e por pudores ideológicos fora de moda...