Uma das funções precípuas do ensino fundamental (faixa etária de 6 a 14 anos) é ensinar a ler e a escrever. São habilidades distintas que exigem muito conhecimento por parte do professor alfabetizador e muito esforço por parte dos alunos. Porém, quem não lida diretamente com esse assunto, quem não é do meio, tende a achar que o ensino/aprendizagem da leitura e da escrita é algo fácil e rápido. Ledo engano! Principalmente, porque, a alfabetização e o ensino público de um modo geral é terra de ninguém. Existem mil teorias a respeito, as ideologias campeiam e, como no futebol, todos se acham no direito de dar palpites.
Aliás, a educação escolar e a função de professor é dos poucos ofícios que sofre uma enorme pressão por mudanças, vindas de todos os lados; muitas críticas e nenhuma ou quase nenhuma ajuda . Já virou senso comum o pensamento de que aos professores e somente à eles cabe o ônus do fracasso escolar em todos os tempos. Esquecem-se, aqueles que assim pensam,de que tanto o professor quanto o aluno são sujeitos de um mesmo processo; ambos sofrem com as ocorrências sociais e pessoais diárias e levam consigo , para as salas de aula, toda a carga dessas interferências.
Por outro lado, não se pode negar que existem papéis a serem cumpridos e responsabilidades a serem assumidas, de ambos os lados.
Como já foi dito acima, aprender as habilidades da leitura e da escrita não é algo simples, rápido e fácil; exige preparo técnico, emocional e social, por parte do professor, e , por parte do aluno,exige: vontade de aprender, motivação, valorização do estudo, suporte familiar e social, boa saúde e predisposição para estudar. Sem esses ingredientes, de ambos os lados, pouco se pode alcançar.
Está claro de que não se pode esperar as condições ideais para então agir, mas é óbvio também que sem o mínimo de interesse pelo estudo, e pelo trabalho que é ensinar/aprender, pouco se consegue.
Faz-se necessário, então, acredito eu: apoio, suporte, acolhimento e interesse sincero aos elos fundamentais da corrente que se chama ensino básico ou fundamental.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Professores Ignorados
Há tempos que trabalho em educação. Quando entrei pra RME, aos 23 anos de idade, já assumi de cara, uma função mediadora entre professores, alunos e direção da escola, e/ou, professores, alunos e pais. Há época, exercia a função de "Supervisor Pedagógico". Acabara de me formar, estava no início de minha carreira profissional, no início da construção de minha família e cheia de energia e entusiasmo.
Não entendia muito bem quando minhas colegas, mais antigas que eu na profissão, manifestavam-se seticamente a respeito das novas políticas educacionais, dos novos planos para salvar o ensino básico, dos novos métodos para ensinar a ler e a escrever.
Neste período decorrido, passei por vários destes planos ou destas reformas do ensino. Desde aqueles que consideravam que as crianças não aprendiam a ler por causa do "Método Global de Contos", Pré-livro "Os Três Porquinhos", da educadora Lúcia Casasanta, até àqueles que consideravam que o problema da não aprendizagem dos alunos estava no fato de eles irem "com fome" para a escola. Então, "vamos dar comida para eles"!
Na escola onde trabalhava nesta época, os alunos recebiam um copo de leite à entrada do turno, almoço antes do início das aulas e, quanto ao método de ensino da leitura e da escrita, mudara para o "Método Fônico", Cartilha "Acorda Dorminhoca".Tivemos, posteriormente, o período do "Construtivismo", teoria da educadora Emília Ferreiro e outras/os; outras formas de intervenção foram/são: doação de livros didáticos aos alunos, dicionários, material escolar completo e kit" literatura, composto pelos autores de sempre...
Na verdade, de lá para cá, nada ou quase nada mudou. As intervenções políticas, ideológicas e oportunistas no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, continuam acontecendo e os professores, nesse imbróglio todo, são praticamente ignorados. Jamais foram ou são consultados sobre o que mudar, por que mudar, onde mudar e como mudar.
Sempre fomos tratados como a peça de menor importância na engrenagem educacional e o somos até hoje. O máximo que fazem os "Secretários de Plantão", e quando o fazem, é comunicar às escolas de que tal ou qual "Seminário, Encontro, Congresso" seja lá o que for, irá acontecer e, as escolas que "se virem nos trinta" para propiciar ao professor (em pleno período letivo) a oportunidade de participar. Eu mesma já participei de alguns desses eventos, mas normalmente, o que se faz lá é referendar aquilo que já foi acordado em reuniões fechadas e para poucos.
Resultado disso? Provavelmente uma parcela substancial da culpa de o ensino público atual estar no fracasso de que todos sabemos.
Não entendia muito bem quando minhas colegas, mais antigas que eu na profissão, manifestavam-se seticamente a respeito das novas políticas educacionais, dos novos planos para salvar o ensino básico, dos novos métodos para ensinar a ler e a escrever.
Neste período decorrido, passei por vários destes planos ou destas reformas do ensino. Desde aqueles que consideravam que as crianças não aprendiam a ler por causa do "Método Global de Contos", Pré-livro "Os Três Porquinhos", da educadora Lúcia Casasanta, até àqueles que consideravam que o problema da não aprendizagem dos alunos estava no fato de eles irem "com fome" para a escola. Então, "vamos dar comida para eles"!
Na escola onde trabalhava nesta época, os alunos recebiam um copo de leite à entrada do turno, almoço antes do início das aulas e, quanto ao método de ensino da leitura e da escrita, mudara para o "Método Fônico", Cartilha "Acorda Dorminhoca".Tivemos, posteriormente, o período do "Construtivismo", teoria da educadora Emília Ferreiro e outras/os; outras formas de intervenção foram/são: doação de livros didáticos aos alunos, dicionários, material escolar completo e kit" literatura, composto pelos autores de sempre...
Na verdade, de lá para cá, nada ou quase nada mudou. As intervenções políticas, ideológicas e oportunistas no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, continuam acontecendo e os professores, nesse imbróglio todo, são praticamente ignorados. Jamais foram ou são consultados sobre o que mudar, por que mudar, onde mudar e como mudar.
Sempre fomos tratados como a peça de menor importância na engrenagem educacional e o somos até hoje. O máximo que fazem os "Secretários de Plantão", e quando o fazem, é comunicar às escolas de que tal ou qual "Seminário, Encontro, Congresso" seja lá o que for, irá acontecer e, as escolas que "se virem nos trinta" para propiciar ao professor (em pleno período letivo) a oportunidade de participar. Eu mesma já participei de alguns desses eventos, mas normalmente, o que se faz lá é referendar aquilo que já foi acordado em reuniões fechadas e para poucos.
Resultado disso? Provavelmente uma parcela substancial da culpa de o ensino público atual estar no fracasso de que todos sabemos.
Tempo de avaliação
Queiramos ou não, final de ano nos obriga a avaliar não só as nossas ações pessoais, as de caráter particular, bem como as de cunho profissional.
Nesse ofício de professor nos enchemos das melhores expectativas ao se iniciar cada ano letivo e estas vão se amofinando, vão murchando, vão minguando à medida que o tempo passa e nos deparamos com o fracasso de nossos alunos.
Alguns de seus progressos são perceptíveis somente para nós, professores, mas não são mensuráveis objetivamente, porque fazem parte do desenvolvimento subjetivo de cada um .
Outras aprendizagens ,mais perceptíveis ,como alcançar proficiência em leitura e escrita, por exemplo, nos frustram , pois às vezes a evolução alcançada pelo aluno é tão pequena, a mudança percebida entre aquilo que já dominava e o que passou a dominar, após um ano de trabalho, nos parece tão insignificante ,diante do que esperávamos ,que só nos resta lamentar e tentar buscar de quem foi a culpa. Quanto trabalho, quanta expectativa, quanto desgaste do aluno, do professor e dos pais, diante de uma página cheia de incoerências, de inadequações, de falta de percepção do significado do ler e do escrever.
O que fazer? Não há tempo para mais nada. O que deu errado? Por que não houve a aprendizagem esperada?
Nesse ofício de professor nos enchemos das melhores expectativas ao se iniciar cada ano letivo e estas vão se amofinando, vão murchando, vão minguando à medida que o tempo passa e nos deparamos com o fracasso de nossos alunos.
Alguns de seus progressos são perceptíveis somente para nós, professores, mas não são mensuráveis objetivamente, porque fazem parte do desenvolvimento subjetivo de cada um .
Outras aprendizagens ,mais perceptíveis ,como alcançar proficiência em leitura e escrita, por exemplo, nos frustram , pois às vezes a evolução alcançada pelo aluno é tão pequena, a mudança percebida entre aquilo que já dominava e o que passou a dominar, após um ano de trabalho, nos parece tão insignificante ,diante do que esperávamos ,que só nos resta lamentar e tentar buscar de quem foi a culpa. Quanto trabalho, quanta expectativa, quanto desgaste do aluno, do professor e dos pais, diante de uma página cheia de incoerências, de inadequações, de falta de percepção do significado do ler e do escrever.
O que fazer? Não há tempo para mais nada. O que deu errado? Por que não houve a aprendizagem esperada?
Escola Teatro e Esporte: uma bela e possível parceria
Hoje, todos os alunos da minha escola foram ao teatro. Assistimos a uma peça "A Bela e a Fera", na versão clássica, original, e que foi do agrado de todos.
Os atores conseguiram, por quase 1h, manter mais de 400 alunos, faixa etária entre 9 e 13 anos de idade, atentos e interessados. Ouvia-se, a cada mudança de cenário, a cada mudança de roupa das personagens, a cada fala mais enfática os sinais da aprovação dos alunos.
Há muito que se sabe da importância da parceria artes/esportes e o ensino acadêmico.
Penso que todas as escolas, públicas ou privadas ,deveriam contar , rotineiramente, com uma estrutura paralela, mas presente em cada unidade de ensino , de profissionais das artes e dos esportes: música, dança, teatro, artes plásticas, dentre outras e as modalidades esportivas mais do gosto dos alunos, para, em parceria com o ensino acadêmico, formá-lo na sua totalidade.
O interessante é que essa idéia não é nova e nem é minha. Ela está presente nos programas de ensino nacionais de no mínimo 30/40 anos atrás. Porém, a vontade política para torná-la real nas escolas é que inexiste até hoje, infelizmente. Pobre Brasil! Pobres de nós conformados e submissos cidadãos.
Os atores conseguiram, por quase 1h, manter mais de 400 alunos, faixa etária entre 9 e 13 anos de idade, atentos e interessados. Ouvia-se, a cada mudança de cenário, a cada mudança de roupa das personagens, a cada fala mais enfática os sinais da aprovação dos alunos.
Há muito que se sabe da importância da parceria artes/esportes e o ensino acadêmico.
Penso que todas as escolas, públicas ou privadas ,deveriam contar , rotineiramente, com uma estrutura paralela, mas presente em cada unidade de ensino , de profissionais das artes e dos esportes: música, dança, teatro, artes plásticas, dentre outras e as modalidades esportivas mais do gosto dos alunos, para, em parceria com o ensino acadêmico, formá-lo na sua totalidade.
O interessante é que essa idéia não é nova e nem é minha. Ela está presente nos programas de ensino nacionais de no mínimo 30/40 anos atrás. Porém, a vontade política para torná-la real nas escolas é que inexiste até hoje, infelizmente. Pobre Brasil! Pobres de nós conformados e submissos cidadãos.
Paulo Freire: educador genial.
Dia desses, relendo a obra de Paulo Freire "Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa" pude observar que seu poder de síntese, de concisão é tão grande, suas idéias a respeito da relação professor/aluno são tão intensas que já se fazem presentes nos títulos e subtítulos de cada capítulo da obra citada. Se não, vejamos: a obra citada acima se subdivide em três capítulos e estes em subtítulos.
No primeiro capítulo, o autor discorre sobre o tema principal intitulado "Não há docência sem discência" e, numa linguagem característica e coloquial, puxa o leitor para reflexões sobre a imprescindível relação professor/aluno no processo ensino/aprendizagem, quando diz que ensinar exige rigorosidade metodológica; exige pesquisa; exige respeito aos saberes do educando; exige criticidade; exige estética e ética; corporificação das palavras pelo exemplo; exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação; exige reflexão crítica sobre a prática. Para ele, ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural.
No capítulo 2, evidencia a relação professor/conhecimento e as responsabilidades dos mestres, diante da classe, no manejo dos conteúdos trabalhados com os alunos. Intitula-se o capítulo: "Ensinar é não transferir conhecimento", pois, segundo afirma, ensinar exige consciência do inacabado; exige o reconhecimento de se ser condicionado; exige respeito à autonomia do ser do educando; ensinar exige bom senso; exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores; ensinar exige apreensão da realidade; exige alegria e esperança; exige convicção de que a mudança é possível, exige curiosidade por parte do professor.
Por fim, no terceiro capítulo, reafirma a convicção de que "Ensinar é uma especificidade humana", e, portanto, exige segurança, competência profissional e generosidade; exige comprometimento e compreensão de que a educação é uma forma de intervenção no mundo.
Paulo Freire afirma, ainda, que ensinar exige liberdade e autoridade; exige tomada consciente de decisões. Ensinar exige saber escutar e saber que a educação é ideológica; exige disponibilidade para o diálogo.
Por fim, ensinar exige querer bem aos educandos.
Genial! Grande responsabilidade a nossa.
E você, o que pensa a respeito?
No primeiro capítulo, o autor discorre sobre o tema principal intitulado "Não há docência sem discência" e, numa linguagem característica e coloquial, puxa o leitor para reflexões sobre a imprescindível relação professor/aluno no processo ensino/aprendizagem, quando diz que ensinar exige rigorosidade metodológica; exige pesquisa; exige respeito aos saberes do educando; exige criticidade; exige estética e ética; corporificação das palavras pelo exemplo; exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação; exige reflexão crítica sobre a prática. Para ele, ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural.
No capítulo 2, evidencia a relação professor/conhecimento e as responsabilidades dos mestres, diante da classe, no manejo dos conteúdos trabalhados com os alunos. Intitula-se o capítulo: "Ensinar é não transferir conhecimento", pois, segundo afirma, ensinar exige consciência do inacabado; exige o reconhecimento de se ser condicionado; exige respeito à autonomia do ser do educando; ensinar exige bom senso; exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores; ensinar exige apreensão da realidade; exige alegria e esperança; exige convicção de que a mudança é possível, exige curiosidade por parte do professor.
Por fim, no terceiro capítulo, reafirma a convicção de que "Ensinar é uma especificidade humana", e, portanto, exige segurança, competência profissional e generosidade; exige comprometimento e compreensão de que a educação é uma forma de intervenção no mundo.
Paulo Freire afirma, ainda, que ensinar exige liberdade e autoridade; exige tomada consciente de decisões. Ensinar exige saber escutar e saber que a educação é ideológica; exige disponibilidade para o diálogo.
Por fim, ensinar exige querer bem aos educandos.
Genial! Grande responsabilidade a nossa.
E você, o que pensa a respeito?
Dia Morno
Trabalhei com sete alunos em sala! Dia chuvoso, segunda-feira, horário de verão, final de ano... Tudo isso é motivo para que o aluno não apareça na escola. E, aqueles que vão, pressionam para que não se dê aula! Eles dizem assim: "Ô, fessoôra! Vão ver um filme"...
Argumentei com eles de que eu não esperava tantas ausências, de que não gostaria de passar filmes ou vídeos só para "tampar buracos", digo que em respeito ao esforço deles de terem ido à aula apesar da chuva, do horário de verão, etc, fazia questão de manter o planejamento do dia. Mas nada adiantou. Eles se mantiveram insatisfeitos o tempo todo! Fizeram de tudo para desviar o rumo das aulas de História, Língua Portuguesa e Matemática previstas no horário. Praticamente não renderam nada. Por fim, eu também fiquei desmotivada pois pensava nos alunos ausentes e no fato de, caso avançasse com o conteúdo como era minha intenção, eles ficariam prejudicados por não estarem ali. De qualquer forma a aula teria que ser reposta para eles. Assim, entre a cruz e a espada, passei por mais um dia de trabalho.
Argumentei com eles de que eu não esperava tantas ausências, de que não gostaria de passar filmes ou vídeos só para "tampar buracos", digo que em respeito ao esforço deles de terem ido à aula apesar da chuva, do horário de verão, etc, fazia questão de manter o planejamento do dia. Mas nada adiantou. Eles se mantiveram insatisfeitos o tempo todo! Fizeram de tudo para desviar o rumo das aulas de História, Língua Portuguesa e Matemática previstas no horário. Praticamente não renderam nada. Por fim, eu também fiquei desmotivada pois pensava nos alunos ausentes e no fato de, caso avançasse com o conteúdo como era minha intenção, eles ficariam prejudicados por não estarem ali. De qualquer forma a aula teria que ser reposta para eles. Assim, entre a cruz e a espada, passei por mais um dia de trabalho.
Tempo Escolar
Tempo, substantivo masculino, apresenta vários conceitos, nos remete a várias idéias e situações. Tempo pode ser: duração calculável dos seres e das coisas; duração limitada; sucessão de dias, horas momentos; período; época; estado atmosférico; os séculos; ensejo; estação ou ocasião própria, dentre outros conceitos.
A escola lida com o tempo nos seus mais diversos conceitos: há o ano letivo a ser cumprido legalmente, segundo Lei Federal - o ano escolar dura no mínimo 280 dias letivos. Esses dias são distribuídos ao longo do ano conforme orientação das "Secretarias de Educação", sejam elas municipais, estaduais ou do ensino privado. Nesse particular o Brasil é um dos países de menor carga horária no mundo.
Pois bem, todas as escolas organizam o trabalho pedagógico a ser realizado tendo por parâmetro de tempo o "Calendário Escolar". Dessa forma, quanto mais organizada é uma escola, maior a otimização do seu tempo escolar. Mas isso demanda um projeto pedagógico bem definido, metas educacionais claras, objetivas, planejamentos prévios de cada uma das etapas do ano escolar e dos trabalhos a serem desenvolvidos por alunos, professores, corpo técnico da escola, demais funcionários e familiares dos alunos.
A escola que não se organiza dessa forma, perde-se no "apagar incêndios" do dia-a-dia e, ao final do ano letivo, colhe frustrações, cansaço, baixo rendimento dos alunos e conseqüentemente de toda a sua equipe pedagógica ; e, por que não dizer, também dos funcionários e dos pais dos alunos. Não havendo um planejamento e, a partir daí, um controle rígido das ações pedagógicas da escola, o que impera é o espontaneísmo, são as atividades sem conseqüência na aprendizagem dos alunos ou, pior ainda, é a perda da oportunidade de aprender...
Vivo isso e constantemente me pego discutindo com meus pares a urgência de um maior controle das nossas ações, mas são tantas as desculpas, são tantos os entraves, são tantas as situações de abandono dessa idéia - de melhor e maior aproveitamento do tempo escolar, via planejamento pedagógico, planejamento administrativo, que já nem sonho mais com tal organização.
Para mim, o que distingue a escola pública da escola particular não é a clientela, não é o professor, mais ou menos preparado para exercer o seu ofício, mas sim, a capacidade de organização, de liderança e de planejamento da ação pedagógica em cada unidade escolar.
O tempo escolar é sagrado, escasso e não deveria ser negligenciado como vejo acontecer com tanta freqüência.
A escola lida com o tempo nos seus mais diversos conceitos: há o ano letivo a ser cumprido legalmente, segundo Lei Federal - o ano escolar dura no mínimo 280 dias letivos. Esses dias são distribuídos ao longo do ano conforme orientação das "Secretarias de Educação", sejam elas municipais, estaduais ou do ensino privado. Nesse particular o Brasil é um dos países de menor carga horária no mundo.
Pois bem, todas as escolas organizam o trabalho pedagógico a ser realizado tendo por parâmetro de tempo o "Calendário Escolar". Dessa forma, quanto mais organizada é uma escola, maior a otimização do seu tempo escolar. Mas isso demanda um projeto pedagógico bem definido, metas educacionais claras, objetivas, planejamentos prévios de cada uma das etapas do ano escolar e dos trabalhos a serem desenvolvidos por alunos, professores, corpo técnico da escola, demais funcionários e familiares dos alunos.
A escola que não se organiza dessa forma, perde-se no "apagar incêndios" do dia-a-dia e, ao final do ano letivo, colhe frustrações, cansaço, baixo rendimento dos alunos e conseqüentemente de toda a sua equipe pedagógica ; e, por que não dizer, também dos funcionários e dos pais dos alunos. Não havendo um planejamento e, a partir daí, um controle rígido das ações pedagógicas da escola, o que impera é o espontaneísmo, são as atividades sem conseqüência na aprendizagem dos alunos ou, pior ainda, é a perda da oportunidade de aprender...
Vivo isso e constantemente me pego discutindo com meus pares a urgência de um maior controle das nossas ações, mas são tantas as desculpas, são tantos os entraves, são tantas as situações de abandono dessa idéia - de melhor e maior aproveitamento do tempo escolar, via planejamento pedagógico, planejamento administrativo, que já nem sonho mais com tal organização.
Para mim, o que distingue a escola pública da escola particular não é a clientela, não é o professor, mais ou menos preparado para exercer o seu ofício, mas sim, a capacidade de organização, de liderança e de planejamento da ação pedagógica em cada unidade escolar.
O tempo escolar é sagrado, escasso e não deveria ser negligenciado como vejo acontecer com tanta freqüência.
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